Maria Amélia Farah

Capa pública
A filha, com 42 anos, e a mãe de 84, retornam à casa há anos fechada no interior de São Paulo para escapar do epicentro da pandemia na capital. Refugiadas nesta casa esquecida, onde habitam os vestígios da infância da filha, as duas mulheres mergulham neste museu autobiográfico, numa tentativa de restaurar partes rasuradas da memória – abrigadas nas frestas das paredes, no embrulho empoeirado atrás da cama e na roseira, que floresce apesar do esquecimento das duas. Nessa situação atípica de isolamento social mãe e filha passam os dias em suspensão, como em um sonho, onde os tempos se misturam.
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