A peça flerta com o tema do falso com a intenção de borrar ficção e realidade. A narrativa gira em torno de Beatriz Silveira, figura misteriosa que perturba os ensaios do grupo de atores e interfere na criação das cenas. Uma história de horror cômico na qual está em jogo a contaminação da própria peça por um corpo estranho, que aos poucos passa a comandar o espetáculo. Sem abordar diretamente o tema da pandemia, a peça dialoga com uma questão central na experiência contemporânea, o medo da infecção por um agente externo, que transforma o funcionamento de um corpo.
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