Giu de Castro

Capa pública
Crédito: Paula Halker
Esta é uma peça num idioma inventado. Um idioma é uma ferramenta coletivamente criada por incontáveis gerações humanas através do tempo. Num diálogo entre a palavra falada (sonora e instantânea) e a palavra escrita (grafada e perene), o Coletivo Karenin se debruça sobre as possibilidades de visão de mundo contidas numa língua. Paralelamente inventada ao idioma, surge uma mitologia cuja entidade primordial é uma criança chamada Blaihait ("Palavras"), que nomeia num idioma inventado tudo aquilo que vê no fundo do supremo Lago do Caos – as águas que tudo contêm. Inventando e escrevendo palavras ao longo da obra, o espetáculo combina esse mito com as trajetórias de Zoôbena e Kuliía (uma artesã de cadeiras e uma pessoa obcecada por escrever seus sonhos), entrelaçando Mito-Vida-Idioma.
Nenhuma crítica publicada ainda.