Curva Cega (Curva Cieca) traz para a cena sua criadora, a artista Muna Mussie, italiana nascida na Eritreia. Sua performance trata da descoberta da sua língua materna, a tigrínia, uma das escritas mais antigas do mundo, por meio da voz de Filmon Yemane, um jovem eritreu que vive atualmente em Bolonha e é cego desde os 12 anos, e com o apoio de imagens de um antigo livro de ortografia. O corpo da artista se sobrepõe às linhas sinuosas do alfabeto, sugerindo uma mimese dinâmica. A obra é uma ferramenta metaeducativa que cria uma paisagem íntima por meio de um formato didático: uma narração biográfica inspira reflexões filosóficas e sacia a sede da presença: um corpo cumpridor da lei tenta corresponder a uma imagem constantemente evasiva.
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